Bolsonaro reúne milhares de apoiantes em São Paulo a um mês das presidenciais

Bolsonaro reúne milhares de apoiantes em São Paulo a um mês das presidenciais

O candidato à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, reuniu milhares de apoiantes contra o poder judicial, que condenou o pai, e contra o Presidente cessante, Lula da Silva, rival nas eleições de 04 de outubro.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Nelson Almeida - AFP

Uma multidão vestida com camisolas verdes e amarelas, as cores da seleção brasileira de futebol, acompanhou na segunda-feira o candidato conservador pela emblemática Avenida Paulista, em São Paulo. O comício realizou-se a pretexto das comemorações do Dia Nacional do Brasil.

As sondagens apontam para uma vantagem do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, sobre o senador de extrema-direita, com 45 anos, para as eleições de 04 de outubro.

O filho mais velho e herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) foi nomeado candidato depois de a justiça ter condenado o pai a 27 anos de prisão, em 2025, por tentativa de golpe de Estado contra Lula.

Na segunda-feira, os apoiantes de Flávio Bolsonaro exigiram a destituição de Alexandre de Moraes, o juiz do Supremo Tribunal Federal responsável pelo processo que conduziu à condenação de Jair Bolsonaro. O magistrado encontra-se atualmente no centro de um megaescândalo por alegada corrupção.

"Lula é responsável pelo caos moral que o Brasil atravessa hoje", afirmou o senador, que criticou também o sistema judicial após as revelações sobre mensagens comprometedoras enviadas ao magistrado por um banqueiro acusado de fraude.

"Vou trabalhar para restaurar a credibilidade do poder judicial brasileiro (...), a minha candidatura é uma candidatura de protesto", afirmou Flávio Bolsonaro.

Lula conta com 37% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 30%, de acordo com uma sondagem publicada na semana passada pelo instituto Quaest.

O Presidente cessante, que concorre a um quarto mandato não consecutivo, participou, por seu lado, num desfile militar em Brasília.

Na véspera, Lula dirigiu-se aos brasileiros por ocasião do feriado nacional, numa mensagem repleta de referências indiretas aos Estados Unidos, que impuseram direitos aduaneiros ao Brasil em julho.

"Nenhum líder estrangeiro tem o direito de nos dizer a quem podemos comprar e a quem podemos vender. Somos um país soberano", declarou o Presidente.

Tópicos
PUB